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Não desinforme a informação!

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No universo dos blogs é sempre importante acompanhar os grandes sites para que, assim, você possa estar bem informado sobre o que acontece naquele mundo que tanto gosta. No caso minha área primária de interesse sempre foi a tecnologia – e os jogos que são intrinsicamente ligados a isto -, então acabo por acompanhar sites como Gizmodo, iO9, The Verge e tantos outros. No que tange a área gamer, o Brasil tem um bom punhado de sites que dá para acompanhar bem, como a UOL Jogos, IGN e a Gameblast. Informação para mim é extremamente importante.

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Sempre tento ler o que estes sites informam.

“Certo, e daí?” você deve estar se perguntando agora. O que diabos tudo isto tem a ver com o texto em questão? É bem simples, caro zigoto, quando estes sites, em sua grande maioria, citam notícias, não existem maiores problemas de acompanha-los, mas quando os mesmos têm seus autores dando opiniões pessoais sobre eventos do passado que não são bem pesquisados, uma provável desinformação pode acontecer, principalmente quando o site é grande.

Levando em consideração isto, alguns deles vem de deixando cada vez mais cabreiros neste sentido. Muitos passam informações de datas ou lançamentos sem dar a devida fonte – o que já é um grande primeiro erro, no qual tento mitigar isto não fazendo isto quando eu escrevo nos meus e/ou outros sites que eu participo por aí -, e quando eles elencam fatos históricos sem o devido escrutínio de uma revisão bem rigorosa.

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Poxa Gameblast…

O site Gameblast me surpreendeu três vezes no decorrer que eu acompanho o conteúdo deles. Numa primeira vez, o meu amigo Alexsandro Lima se deparou com um review desdenhando sobre o título  Eternal Champions – não que o jogo seja um primor em jogabilidade, mas esta é a minha opinião -, deixando de dar o devido zelo ao fazer uma crítica respeitável a um jogo que, se não moldou uma geração, marcou de certo modo muitos jogadores do Mega Drive. Um texto foi criado para rebater a crítica e, por hora, perdido na internet, pois o servidor matou o site original do Blast Processing. Um ato de desinformando a informação.

Uma segunda vez foi no texto É hora de refletir se Sonic já foi realmente bom, de autoria de Renan Greca, onde resumo todo o texto com esta frase: “Foi com isso em mente que acabei aproveitando o bundle-buffet de jogos de Genesis/Mega Drive para adquirir Sonic the Hedgehog, Sonic the Hedgehog 2, Sonic 3 & Knuckles e Sonic CD. O único destes que eu havia jogado mais do que poucos minutos antes da nova aquisição — especificamente, quando eu tinha uns 10 ou 11 anos — foi o Sonic 3, que experimentei nas aulas de informática durante o ensino fundamental.”, como fazer um review histórico de um personagem que marcou toda uma geração com alguns poucos minutos de jogatina? Esta informação me fez ver o texto com outros olhos.

Havia feito um texto sob esta questão que se chamou Sonic, sob um escrutínio, não rebatendo de frente o Renan, mas sim mostrando que se pode criar um review mais apropriado ao personagem.

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A verdadeira e única console wars.

Então teve uma terceira vez no qual fui confrontado com mais um artigo do GameBlast, neste caso refazendo a trajetória sobre a Console Wars entre a SEGA e a Nintendo, o título deste artigo 1990: Nintendo, Sega e a guerra dos consoles, de autoria de Luciano Amaral. Num primeiro momento achei que o artigo seria mais uma forma de repassar a já contada e abordada história da Guerra dos Consoles, onde, de uma forma ou de outra, eu, você e qualquer um por aí já leu a respeito, pois informação sempre é bom e nunca é demais.

Ao fazer a leitura achei diversas incongruências relativas as informações sobre a Guerra dos Consoles. Num primeiro momento – e este é o que deve sempre ser bem pensado – havia digitado uma forma, digamos assim, um pouco feroz, retirando os dados errados que estavam no texto e iria rebater o autor nos comentários do artigo, mas, ao pensar por um pouco mais de tempo, vi que era melhor não o fazer, pois talvez não seria algo educado o bastante.

Assim sendo, ao invés disto, digito por agora algumas palavras que servem de alerta a desinformação, mesmo que seja sem querer, pois, na empolgação sempre queremos repassar informações que achamos importantes para o público que queremos agradar, de uma forma ou de outra. Isto é, dar mais informação.

Não querendo ser grosseiro, deixo aqui algumas dicas na hora que eu, você ou qualquer outra pessoa venha a escrever sobre eventos históricos de quaisquer searas.

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Este livro é uma mão na roda.

– Datas, sempre confirme as mesmas. Muitas vezes sites como Wikipedia não tem informações tão precisas quanto os bons e velhos livros que saem sobre o tema, até mesmo artigos mais robustos podem servir como contraprova, o google, o bing e o yahoo ajudam na busca uma hora dessas;

– Use livros de referência, The Ultimate History of the Videogame, Console Wars, Playing With Super Power, Service Games – Rise and Fall of Sega, são alguns exemplos que podem ser usados quando for falar de eventos históricos;

– Procure por documentos, se você quer fazer algo realmente bem trabalhado, o órgão responsável por projetos e patentes dos EUA dão acesso a documentos sobre marcas e patentes que foram introduzidos na época histórica;

– Deixe o seu achismo de lado e tente ser o mais neutro possível, este, sem sombra de dúvidas, é a parte mais difícil na hora de criar um texto analítico sobre a história de qualquer assunto, pois sempre seremos levados aos nossos gostos e preferências.

Com estas dicas, e muitas outras que podem ser encontradas por aí, creio eu que é possível escrever artigos que possam informar ao nosso público alvo de uma maneira tal qual que não precisaremos passar por um rigoroso processo de revisão ou refuto de informação, o que acontece em vários casos por aí – até mesmo no meu, pois ninguém é infalível.

O texto do GameBlast segue uma linha temporal certa, mas existem várias informações, ou a falta da mesma, que me fizeram refletir ao criar este texto. Até que ponto a desinformação é interessante para a mídia, alienando o público?

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Repassar a informação correta é muito importante.

Somos as pessoas que carregam as “piores” armas que existem no planeta. Quem consegue criar conteúdo de qualidade, sem maiores erros de linguagem e com fluidez que faça ao leitor – ou o telespectador, caso seja um canal de YouTube – ficar interessado sobre o assunto, tem de saber fazê-lo de uma forma que não faça mais erros do que acertos neste caso.

Claro que ter opinião é importante, mas é mais interessante SEMPRE ter uma opinião sobre o assunto quando as informações que você se baseia tem respaldo em dados concretos.

Luciano, se por ventura venha a ler este meu artigo, posso lhe passar por e-mail todas as incongruências que eu encontrei em seu texto. Continue com o bom conteúdo, como no seu texto de crônicas com o Mega Drive.

Daniel Gomes
Daniel Gomes
Este ser é um viciado em games, sejam de consoles, sejam de PC's e tem uma paixão arrebatadora em Tecnologia, aficcionado em filmes dos anos 1980 e 1990, ele pode não se lembrar o nome do diretor, do filme ou do ator, mas quando tem opinião ele fala mesmo! SegaManiaco de Coração, ele também bate ponto nos sites Gamehall, Marketing & Games, Blast Processing, Brazuca Gamer e Comunidade Mega Drive!
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